quinta-feira, 15 de maio de 2014

Lançamento do CD 3.1415...


                                                               





Luiz Pinheiro lança CD 3,1415... , com participações de Jorge Mautner, Lirinha e Ivam Cabral.


Após três anos do último lançamento (Decompor), Luiz Pinheiro volta à cena musical com o CD 3,1415..., que traz no nome a referência a seu apelido nos tempos de colégio, o símbolo matemático da letra grega Pi, aqui poeticamente expressado em sentimentos que se relacionam com o inexato, aproximado, infinito, irracional, transcendente.
Partindo de elementos acústicos e eletrônicos, os arranjos de Valter Gomes e Luiz para o novo disco conferem às composições uma harmonia contemporânea, valorizando o alto teor poético das letras.

" Neste trabalho, além da preocupação com a letra e a melodia, juntamente com Valter, mergulhei mais nos arranjos, procurando novas sonoridades, a partir de inserções eletrônicas e introdução de novas técnicas para execução dos instrumentos. Embora haja uma variedade de ritmos, como dance, maracatu, baião, samba e rock, a poesia, os elementos eletrônicos e a guitarra do Valter Gomes, diretor musical, conferem unidade ao CD."

Em 3,1415... Luiz trafega com versatilidade e fluência por  temas  amorosos, filosóficos e sociais, que se juntam ao caldeirão de ritmos musicais, escolhidos e incorporados de maneira a tornar o disco uma obra envolvente, nova, rica e que rompe com padrões estéticos e foge dos clichês.

As canções

Na canção “Nômades Urbanos”, o compositor retrata um tipo de morador de rua que não se adapta a nenhuma instituição e que não se estabelece em nenhum lugar, ao contrário de outros nômades, que vivem em determinados pontos e depois migram. Denominados “trecheiros”, sua moradia é entre os lugares, como diz a letra:

"Sou um nômade urbano/nesta cidade insensata/de manhã estou na Penha/ à tarde estou na Lapa/Sou visto na Paulista/ na Gurgel ou na São João/ sob o sol a céu aberto/ ou à sombra do minhocão."

Esses moradores fazem do espaço público o privado e têm verdadeiro horror aos albergues, com suas regras e tratamento impessoal:

"Nunca faço diferença entre o público e o privado. /Você coloca limites, eu rompo o alambrado."

Luiz lança mão da palavra inclusão e a questiona:

" Não tente me enquadrar/num projeto de inclusão/ saiba que me excluir/ é minha revolução..."

Jorge Mautner participa dessa faixa, tocando violino e declamando. Quando ouviu a música, disse:

" Sua canção, tanto na letra quanto na melodia e na sua interpretação retratam com força e novidade toda uma saga e denúncia social. Gostei muito".

No funk "O Artista", Luiz rompe com o clichê de que funk é música ruim. Ele diz que o problema não é o ritmo, mas o que se faz com ele:

"Pode-se fazer um trabalho de qualidade utilizando qualquer um deles."

Nesta faixa, conta com a participação de Ivam Cabral, do grupo Satyros.

"Achei que era a pessoa certa para participar dessa canção, pois Ivam é o multi-artista, que também rompe com os padrões. A letra foi dedicada a ele:
"O artista/ não despista/ não se acovarda/nem se acanalha./mete a cara/expõe a tara/mata a cobra/ e mostra a vara."

Em “Traficante”, o compositor resgata expressões que se usa no universo das drogas, para falar da arte, como que a propor uma alternativa para as vítimas do vício. Diz a letra:

"Nunca é cedo/nunca é tarde/é excitante e não tem fim/sou traficante da minha arte/quero você viciado em mim."

Com uma pegada mais pop e que a torna mais audível por parte do grande público, a canção de trabalho de 3,1415...é a música "Brejo". A desilusão de um amor corrói o coração do personagem principal, mas este, ao invés de apenas se lamentar, trata-a com certa dose de humor, principalmente com o uso de expressões populares como "chutei o balde" e "sou touro triste vendo a vaca ir pro Brejo".

Ficha técnica

Além de Jorge Mautner, o novo disco conta também com a participação de Vanessa Bumagny e Nô Stopa, na faixa "Bois do Recife", em que Lirinha declama um poema de sua autoria. Pinheiro é acompanhado pela banda Nômades Urbanos, composta por Valter Gomes ( violão e guitarra), Sandro Prêmmero ( viola ) e Luciano Nogara ( bateria e programação eletrônica)

Histórico da carreira

Com este novo trabalho, Luiz Pinheiro chega à terceira obra de sua carreira. Compositor, poeta e psicanalista, nascido em Juiz de Fora, Minas Gerais, e vivendo a maior parte de sua vida em São Paulo, cidade que adotou, o músico lançou em 2005 o disco "Cássia Secreta", onde interpreta músicas de sua autoria e de Hermelino Neder, cantadas pela saudosa Cássia Eller, muitas delas totalmente desconhecidas do grande público, e em 2011, o seu primeiro trabalho solo chamado "Decompor". Uma de suas canções eternizadas na voz de Cássia é a música "O Marginal" , que deu nome ao segundo CD da cantora.
Luiz também foi gravado por Vânia Bastos, no seu primeiro LP, e por Arrigo Barnabé, tendo sua canção dado nome ao CD do cantor: "Façanhas".
Em 2014, sua canção "Segundo Sexo", em parceria com Vanessa Bumagny, dá nome ao terceiro album da cantora, com participação de Zeca Baleiro.


Amigo de alguns integrantes da turma de compositores da Vanguarda Paulista, Luiz acompanhou do camarote e do palco do teatro Lira Paulistana, a inquietude de um grupo de jovens universitários. Preferiu seguir um caminho de criação independente e propôs a si o desafio de um aprimoramento constante pela busca de uma composição que rompa a “possível linha que separa letra de poesia”. Em muitas de suas canções, as letras sobrevivem sem a melodia, como poemas a serem lidos. Por isso ele denomina seu trabalho como MPB (Música Poética Brasileira).

EMFOCO

assessoria em
comunicação




    

2 comentários:

  1. Parabens Luis. Para tanta dedicacao e talento, que venha a recompensa: Sucesso!

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