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quarta-feira, 16 de março de 2011

"Poesia"






Foto: Marcos Nigro sobre tela de Dôra Corrêa




Luiz Pinheiro


Esta canção que estou postando hoje, chamada "Poesia", é uma parceria com meu amigo Marcos Nigro. Um abraço e até o próximo post!


                         

sábado, 29 de janeiro de 2011

"Poético/Patético"



Imagem: Reprodução

Luiz Pinheiro

     "Poético-patético" é um poema meu musicado por mim e por Morena Rosa.

     É um rap estilizado, a la Luiz Pinheiro.

     Mais uma vez Valter Gomes acertou a mão e Luciano Nogara deu o toque final na mixagem. Já Newton Cardoso nos presenteou com um moog, detalhe que dá um charme eletrônico à canção.

     Também faço uma homenagem a Walter Franco, que lá nos idos de 70 abriu minha “CABEÇA” para novas experiências musicais. Coloco, incidentalmente, um trecho de sua música "Me deixe mudo".

     Apreciem sem moderação.


                        


                        

terça-feira, 30 de novembro de 2010

"Uma alma que voa"

Imagem: Reprodução

Amigos, conforme prometido no post anterior, segue em primeira mão uma das faixas do meu novo CD Decompor, a inédita "Uma alma que voa". Ela é fruto de uma bonita parceria com o poeta mineiro Flávio Boaventura em homenagem ao eterno Waly Salomão:


                          


sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Vidigal (Crônica poética)


Imagem: Reprodução
Luiz Pinheiro
(julho 2010)

Depois que Charles Nelson
me aplicou Vidigal,
nunca mais fui o mesmo,
nunca mais fui igual.


Pelos vãos,
entre motos e vans,
que não excluem ninguém,
pessoas vão e vêm
muito mais que depressa.
Mesmo parado, no sopé,
o movimento  não cessa.


Poemas na escada
e araras coloridas
nos azulejos
contrastam com
a dura mais pura 
realidade  que vejo.


Tudo nasce
como um prematuro parto
e desaparece 
no mesmo instante:
Infarto fulminante.
Entre sussurros e carros
rapazes brotam do céu
e do barro.


O que é fato,
são como gestos de teatro.
Em cena aberta,
quando me abordam
não me ferem,
porque parece
que  todos bem me querem.


Vilma anda
como se sambasse
e me acena de longe
com uma beleza
que não se põe
em nenhuma mesa:
leveza de monge,
no burburinho
que lhe foge.


Distante do asfalto,
Jesus vende lá no alto
e Dadinho, cá embaixo,
nos saúda 
com seu sorriso cauto.
Desço do salto e
amo o que não conheço
porque me faz parecer
o que não pareço.


A favela acuada,
majestosa
escorrega pelo morro
e escabrosa
vislumbra o mar:
Comunitários no horizonte,
poetas no bar.


Vidigal:
videoclipe da vida real,
Ilusão,
simbiose
entre o bem e o mal.


Visto o que havia 
para ser visto,
me dispo,
respiro e desço.
nada  dou,
nada peço,
apenas envelheço.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

DECOMPOR



(Luiz Pinheiro)

PONHO E DECOMPONHO,
TAMBÉM DECANTO.

GOSTO DE SEPARAR
E UNIR PALAVRAS,
SEUS SONS, CLIMAS,
ALITERAÇÕES E RIMAS.

MISTURAR, SEM FAZER VITAMINA,
O ROCK, O RAP, O FUNK,
A BALADA E O BOLERO.

NÃO PRECISO ME LEVAR
TÃO A SÉRIO.

CANTO O QUE SAI DE MIM,
O QUE CHEGA A MIM,
O QUE PASSA POR MIM,
ATÉ O CHINFRIM.

MAS SÓ FAÇO COM ESTILO.

ME INSINUO, REMEXO,
VASCULHO, DESTILO,
ME VIRO, BURILO
CUSPO, LUSTRO,
PONHO,  RETIRO.

ARMA ENGATILHADA,
ATIRO.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Cegonha



(Luiz Pinheiro)     



Produzir um disco é encomendar uma criança, com direito a concepção, gestação e parto.
O primeiro foi em parceria com Hermelino, filho de dois pais.
O segundo é solo, filho de pai solteiro. Em termos, porque sem o Valter essa criança jamais vingaria.
Vou parí-la em breve. A felicidade é enorme, é a minha contribuição para a eternidade.
Minha mãe, fosse viva, ficaria orgulhosa de seu  neto de proveta.       
Os padrinhos: Hermelino, Miro, Vanessa, Tere e Sandra.
A gestação foi assistida por Newton Carneiro, em seu estúdio-laboratório com direito à lambida da Duquesa, sua linda cachorra de pelos mais negros que a asa da graúna e doida por cafuné.
Não é parto sem dor, tampouco sem prazer. Dias terríveis de sofrimento e semanas de muita alegria. Haja compor, decompor e recompor.
Agora é estourar champanhe e oferecer charuto. Me liberem que vou dar um trago.
Tudo fica muito muito muito melhor do lado de todos vocês.
Lancei minha garrafa ao mar, cd e blog. Logo logo tem livro. Que sejam encontrados e que tenham vida longa meus decantados e decompostos rebentos.