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sábado, 19 de fevereiro de 2011

“Ódio no camarim”

Imagem: Reprodução


Luiz Pinheiro


Esta é uma música minha sobre letra de Eraldo S..


A canção aborda os minutos tensos antes de qualquer artista subir ao palco. É uma história sobre como a possibilidade de estar bem pode ser minada pela inveja de pessoas que gostariam de estar na posição de protagonista. São os vodus de camarim.


Para contar essa situação, ele utiliza como pano de fundo a discussão entre duas pessoas em crise afetiva.


O interessante é que quando a canto, em show, ela é uma das preferidas das crianças. Elas adoram e ficam repetindo a frase: “saia agora do meu camarim!”. Por que será?





                           

sábado, 5 de fevereiro de 2011

"Cinzas", uma história, uma canção

Imagem: Reprodução

Luiz Pinheiro

     Não sei se foi bem assim a história, mas certa noite eu e Vanessa Bumagny conversávamos na mesa de um bar, no centro, sobre o significado das cinzas. Tempos depois, essa minha querida amiga me presenteou com um cinzeiro que terminei esquecendo em seu carro. Só fui revê-lo em meu aniversário, quando ela me presenteou com o tal objeto e um poema chamado “Cinzas”. Ao musicá-lo dei origem à nossa primeira parceria.

     O violão original era de Zeca Loureiro, mas houve um problema no estúdio e o som do violão simplesmente desapareceu, virou cinzas... A solução foi Newton Carneiro regravá-lo. Estou postando para vocês mais esta canção do meu CD, que fala sobre o passar do tempo, pra onde tudo vai, onde termina.


                       

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

DECOMPOR



(Luiz Pinheiro)

PONHO E DECOMPONHO,
TAMBÉM DECANTO.

GOSTO DE SEPARAR
E UNIR PALAVRAS,
SEUS SONS, CLIMAS,
ALITERAÇÕES E RIMAS.

MISTURAR, SEM FAZER VITAMINA,
O ROCK, O RAP, O FUNK,
A BALADA E O BOLERO.

NÃO PRECISO ME LEVAR
TÃO A SÉRIO.

CANTO O QUE SAI DE MIM,
O QUE CHEGA A MIM,
O QUE PASSA POR MIM,
ATÉ O CHINFRIM.

MAS SÓ FAÇO COM ESTILO.

ME INSINUO, REMEXO,
VASCULHO, DESTILO,
ME VIRO, BURILO
CUSPO, LUSTRO,
PONHO,  RETIRO.

ARMA ENGATILHADA,
ATIRO.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Cegonha



(Luiz Pinheiro)     



Produzir um disco é encomendar uma criança, com direito a concepção, gestação e parto.
O primeiro foi em parceria com Hermelino, filho de dois pais.
O segundo é solo, filho de pai solteiro. Em termos, porque sem o Valter essa criança jamais vingaria.
Vou parí-la em breve. A felicidade é enorme, é a minha contribuição para a eternidade.
Minha mãe, fosse viva, ficaria orgulhosa de seu  neto de proveta.       
Os padrinhos: Hermelino, Miro, Vanessa, Tere e Sandra.
A gestação foi assistida por Newton Carneiro, em seu estúdio-laboratório com direito à lambida da Duquesa, sua linda cachorra de pelos mais negros que a asa da graúna e doida por cafuné.
Não é parto sem dor, tampouco sem prazer. Dias terríveis de sofrimento e semanas de muita alegria. Haja compor, decompor e recompor.
Agora é estourar champanhe e oferecer charuto. Me liberem que vou dar um trago.
Tudo fica muito muito muito melhor do lado de todos vocês.
Lancei minha garrafa ao mar, cd e blog. Logo logo tem livro. Que sejam encontrados e que tenham vida longa meus decantados e decompostos rebentos.