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sábado, 26 de março de 2011

"Dor"


Imagem: Reprodução

Luiz Pinheiro

"Dor" é uma canção que fiz com Alcides Ximenes, nos anos 70. Fala sobre a dor das perdas e se pergunta como superá-las.


Participam da execução a minha voz, o violão de Valter Gomes, o baixo de Marcelo Karyki, o teclado de Binho Ortega, a percussão de Mingo Jacob e o surdo de Ricardo Rosa.

Sempre achei esta canção teatral, imagética. Gostaria muito de vê-la inserida em uma cena dramática. Cheguei a imaginá-la em um cortejo fúnebre numa daquelas peças do Antunes, com os atores andando lado a lado, a passos lentos, no ritmo de um tambor ecoando... Imaginem vocês suas próprias cenas...



                        

sábado, 19 de fevereiro de 2011

“Ódio no camarim”

Imagem: Reprodução


Luiz Pinheiro


Esta é uma música minha sobre letra de Eraldo S..


A canção aborda os minutos tensos antes de qualquer artista subir ao palco. É uma história sobre como a possibilidade de estar bem pode ser minada pela inveja de pessoas que gostariam de estar na posição de protagonista. São os vodus de camarim.


Para contar essa situação, ele utiliza como pano de fundo a discussão entre duas pessoas em crise afetiva.


O interessante é que quando a canto, em show, ela é uma das preferidas das crianças. Elas adoram e ficam repetindo a frase: “saia agora do meu camarim!”. Por que será?





                           

sábado, 5 de fevereiro de 2011

"Cinzas", uma história, uma canção

Imagem: Reprodução

Luiz Pinheiro

     Não sei se foi bem assim a história, mas certa noite eu e Vanessa Bumagny conversávamos na mesa de um bar, no centro, sobre o significado das cinzas. Tempos depois, essa minha querida amiga me presenteou com um cinzeiro que terminei esquecendo em seu carro. Só fui revê-lo em meu aniversário, quando ela me presenteou com o tal objeto e um poema chamado “Cinzas”. Ao musicá-lo dei origem à nossa primeira parceria.

     O violão original era de Zeca Loureiro, mas houve um problema no estúdio e o som do violão simplesmente desapareceu, virou cinzas... A solução foi Newton Carneiro regravá-lo. Estou postando para vocês mais esta canção do meu CD, que fala sobre o passar do tempo, pra onde tudo vai, onde termina.


                       

sábado, 29 de janeiro de 2011

"Poético/Patético"



Imagem: Reprodução

Luiz Pinheiro

     "Poético-patético" é um poema meu musicado por mim e por Morena Rosa.

     É um rap estilizado, a la Luiz Pinheiro.

     Mais uma vez Valter Gomes acertou a mão e Luciano Nogara deu o toque final na mixagem. Já Newton Cardoso nos presenteou com um moog, detalhe que dá um charme eletrônico à canção.

     Também faço uma homenagem a Walter Franco, que lá nos idos de 70 abriu minha “CABEÇA” para novas experiências musicais. Coloco, incidentalmente, um trecho de sua música "Me deixe mudo".

     Apreciem sem moderação.


                        


                        

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Quase “Araçá”


Imagem: Divulgação


 Luiz Pinheiro

 
     Tive a felicidade de ter duas letras musicadas por Luiz Gayotto e gravadas no seu último disco PROPONHOMIX, o que muito me orgulha.
     O disco é uma experiência radical, sem ser esnobe; experimental, sem ser monótono; inteligente, sem ser acadêmico.
     A cada música o compositor nos surpreende com um clima novo. Embora sejam climas diversos, eles se constituem como parte de um todo coeso; são andamentos diferentes de uma mesma trilha, unidades multifacetadas de uma única harmonia.
     A sequência das canções deixa transparecer um subtexto que valoriza ainda mais o trabalho. Tudo flui com uma naturalidade espantosa!
     Hermelino Neder, ao ouvir duas faixas, achou muito interessante a junção dos gêneros canção e música instrumental em um mesmo trabalho.
     O caminho que Gayotto percorre é muito diferente daquele que eu sigo no meu novo CD DECOMPOR. Se por um lado ele radicaliza na sonoridade e nos arranjos, sem se tornar hermético, eu vou ao encontro do popular: do mais digerível e fácil aos ouvidos menos sensíveis, sem deixar, acredito, de agradar aos mais apurados. Diferenças à parte, tanto o meu disco quanto o dele têm sinceridade e verdade estética.
     A produção do Estevan Sinkovitz dá um toque especial ao resultado final. Já tive a oportunidade de trabalhar com ele e sei de seu talento e sensibilidade.
     O CD é rico e econômico ao mesmo tempo, e talvez aí esteja sua maior riqueza.  Rico justamente porque econômico e amplo porque sintético.
     A voz do cantor, pequenina e imensa, suave e intensa, dança entre silêncios e sons e é mais um instrumento a colorir as canções.
    Acho que Gayotto encontrou o centro, o cerne, a essência de sua criação, nesse trabalho. Sem dúvida, atingiu sua maturidade artística.
     Ninguém que se interessa por música pode deixar de ouvir esse disco.
     Pra mim, ele é quase um ARAÇÁ AZUL contemporâneo.
     Há muito tempo não ouço algo tão novo e surpreendente.
     Estou abrindo uma exceção e deixando de publicar uma canção do meu novo CD, como é de praxe, para postar duas parcerias nossas, gravadas em seu novo trabalho, chamadas “Pra quê?” e “Broto bruto”.
     Espero que curtam, como eu curti.

                     "Pra quê?"
   
                     
 
 
                     "Broto bruto"
 
                     
 

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

DECOMPOR



(Luiz Pinheiro)

PONHO E DECOMPONHO,
TAMBÉM DECANTO.

GOSTO DE SEPARAR
E UNIR PALAVRAS,
SEUS SONS, CLIMAS,
ALITERAÇÕES E RIMAS.

MISTURAR, SEM FAZER VITAMINA,
O ROCK, O RAP, O FUNK,
A BALADA E O BOLERO.

NÃO PRECISO ME LEVAR
TÃO A SÉRIO.

CANTO O QUE SAI DE MIM,
O QUE CHEGA A MIM,
O QUE PASSA POR MIM,
ATÉ O CHINFRIM.

MAS SÓ FAÇO COM ESTILO.

ME INSINUO, REMEXO,
VASCULHO, DESTILO,
ME VIRO, BURILO
CUSPO, LUSTRO,
PONHO,  RETIRO.

ARMA ENGATILHADA,
ATIRO.