segunda-feira, 23 de maio de 2011
Cássia Eller no programa "Aconteceu" da rede TV
Amigos, estou postando episódios do programa Aconteceu, da rede TV, onde dou depoimentos sobre a cantora Cássia Eller.
domingo, 15 de maio de 2011
Brasa dormida
Estou postando um vídeo do meu show "DECANTAR", com a música "Brasa dormida" (Marcelo/Ney Costa).
Gravei essa música no meu novo CD "DECOMPOR", com outro arranjo, conforme já postado neste blog.
Gravei essa música no meu novo CD "DECOMPOR", com outro arranjo, conforme já postado neste blog.
domingo, 8 de maio de 2011
Triz
Amigos, estou postando, hoje, o vídeo de uma amiga que admiro muito, como cantora e compositora.
Vanessa Bumagny está no seu segundo CD: "Pétala por pétala".
O disco foi produzido por Zeca Baleiro e tem preciosidades. Já tenho algumas parcerias com ela das quais muito me orgulho.
No meio de tantas cantoras novas, Vanessa se destaca por seu jeito muito próprio de cantar e por suas letras, que são pura poesia. Vale a pena ouví-la. .
Ouçam e constatem.
Um abraço,
Luiz
domingo, 1 de maio de 2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Caros, conforme prometi, estou postando, hoje, o texto de um amigo.
Miro Cardoso é poeta, quadrinista e cronista. Escreve para O' AVESSO, jornal publicado mensalmente em Ourinhos.
Além de talentoso é o amigo com quem discuto todo o meu trabalho artístico. Foi meu professor de Inglês no ginásio e é um dos poucos que ainda escrevem cartas, somente pelo prazer de passar a língua no selo, como ele mesmo diz.
Acho este texto primoroso.
Encantem-se.
As duas Marias
imagem: reprodução
Miro Cardoso
Na puberdade, conheci duas Marias: Quitéria e Natalina. Ambas, concorrentes profissionais, desfilavam em calçadas opostas de uma mesma avenida. Enquanto uma subia, a outra descia perfumando as várias esquinas.
Nunca se soube de qualquer documento que revelasse a origem ou a idade das duas beldades. Não tinham sobrenomes, só alcunhas: “Carro Alegórico” e “Árvore de Natal”.
Solteironas por convicção, vaidosas e com semelhantes objetivos viviam de bicos, brindes, doações e presentes.
Nas proximidades da passarela que pleiteavam dias, noites e madrugadas, de um lado morava Quitéria e do outro Natalina. O lar de cada uma delas resumia-se num quarto e banheiro. A sala era a cidade; a cozinha uma cantina; a copa um botequim; o corredor uma rua; o quintal uma praça; a garagem um meio-fio e na área-de-serviço... só prazer.
A vida cobrava-lhes simpatias e sorrisos constantes. Nunca podiam estar tristes, por isso cantarolavam Dalva e Lana para confortar os males.
Sem computadores, elas passavam horas e horas diante dos espelhos orlados de fotos e bilhetes – os facebooks e e-mails da época. E os seus celulares? Eram as escovas de cabelo.
As felizes eram livres, pois não dependiam de planejamentos, pontos, conselhos, diários e justificativas de suas ausências ou das reprovações de seus clientes.
As duas Marias sempre protegidas por bons cremes, ousadas tinturas, transparentes tecidos, balangandãs e saltos-altos tiveram vida longa. Sobreviveram mesmo sob soslaios olhares das fêmeas e cobiçados cortejos dos machos.
Embora imortais, a primeira Maria morreu em pleno Carnaval e foi enterrada na Quarta-feira de Cinzas. A seu pedido, no velório não havia flores ou coroas. Aliás, ela odiava coroas.
Cobriam a maquiadíssima defunta: cravejados óculos gatinho, berloques, brincos, bijuterias, bolsas, cintos, lenços e tiaras. Nos ombros as alças finas do vestido amarelo-ouro, nos braços braceletes, nos pulsos relógios com a hora marcada, nos dedos toda sorte de anéis e unhas de causar inveja. Nos pés as tiras douradas das sandálias.
Purpurinas, confetes e serpentinas salpicavam o ambiente do teto ao chão. E assim, Quitéria, ao som de marchinhas seguiu pro céu cheirando a lança-perfume.
Dez meses depois, durante a Missa do Galo, digo, da Galinha, morreu Maria Natalina. Nada de flores ou velas. Só fitas, bolas, laços, guirlandas e pisca-piscas decoravam o caixão verde-pinhal.
A falecida harmonizava-se nos tons rubros e neves do casquete, véu, bustiê, mini-saia, meias arrastão, sombrinha e sapatilhas. Entre as mãos, a boceta de rapé e o porta-jóias de cristal. Tudo subiu aos céus ao som de Jingle Bells e cheirando a leitoa assada.
Quando dizem que não se leva nada dessa vida... Discordo! Maria Quitéria e Maria Natalina levaram tudo que amaram, inclusive meu coração.
domingo, 3 de abril de 2011
“As impurezas da rua sem véu (Praça Roosevelt)”
Luiz Pinheiro
Estou postando a última música do CD Decompor.
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| Imagem: Reprodução |
Estou postando a última música do CD Decompor.
A letra surgiu de uma conversa com meu amigo Eduardo Castanho, ali mesmo na praça, no bar PPP. Falávamos sobre o movimento cultural que estava se instalando naquele local e das pessoas que circulavam na área. Eduardo, que trabalhou no teatro d’Os Satyros, foi relembrando histórias vividas in loco e fatos de sua própria vida. Entre goles de vinho e bom papo, anotei em um guardanapo alguns versos que vieram a se tornar a letra da música. Portanto, o considero um parceiro afetivo desta canção.
Na letra, faço um paralelo da calçada da praça com a calçada de Ipanema. "E coisas lindas passam com graça/ na calçada dessa praça/ que não é de Ipanema/ mas devassa". Isso, bem antes de surgir a tal cerveja, Paris Hilton ou Sandy...
A melodia foi criada por Vanessa Bumagny, com quem realizei o "Satyricas Musicais", evento lítero-musical na praça, em 2003 e 2004, junto de Luiz Gayotto, Estevan Sinkovitz e André Sant'anna. Também participaram desse movimento artistas plásticos como a paulista Dôra Corrêa e a alemã Patricia Woll, além de músicos e poetas convidados como o mineiro Flávio Boaventura.
A princípio não iria incluí-la no CD, por achar que ela possui um estilo próprio, mais divertido, um pouco fora do conceito do “DECOMPOR - Canções do subsolo”. Por insistência de vários amigos e por sentir que a Pça. Roosevelt traz em si o germe do underground, resolvi deixá-la como bônus-track.
Convidei para o backing vocal quatro cantores jovens talentosos, cheios de alegria e graça, integrantes do grupo "Ladainha". Pintaram e bordaram no estúdio e fizeram todos os arranjos de vozes. Sou extremamente grato a eles: Daniel Ayres, Fê Sztokbant, Júlia Pittier e Marina Pittier.
Portanto, divirtam-se.
P.S.: A partir da próxima semana passo a postar poemas, músicas de amigos, vídeos, textos, etc.
Sigam-me e não se percam!
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sábado, 26 de março de 2011
"Dor"
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| Imagem: Reprodução |
Luiz Pinheiro
"Dor" é uma canção que fiz com Alcides Ximenes, nos anos 70. Fala sobre a dor das perdas e se pergunta como superá-las.
Participam da execução a minha voz, o violão de Valter Gomes, o baixo de Marcelo Karyki, o teclado de Binho Ortega, a percussão de Mingo Jacob e o surdo de Ricardo Rosa.
Sempre achei esta canção teatral, imagética. Gostaria muito de vê-la inserida em uma cena dramática. Cheguei a imaginá-la em um cortejo fúnebre numa daquelas peças do Antunes, com os atores andando lado a lado, a passos lentos, no ritmo de um tambor ecoando... Imaginem vocês suas próprias cenas...
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segunda-feira, 21 de março de 2011
"Vício"
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| Imagem: Reprodução |
“Vício” é mais uma faixa do meu novo CD " Decompor", que está quase no ponto para sair do forno. Neste samba-funk conto com a participação do Bocato. Contra o excesso do ‘politicamente correto’ de nossos tempos, a letra procura explicar analiticamente como é o processo do vício, que pode ser relacionado a qualquer coisa. Apreciem com moderação... ou não... Até o próximo post!
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