sábado, 24 de junho de 2017
domingo, 8 de novembro de 2015
terça-feira, 7 de outubro de 2014
Novo site
Amigos, dêem uma olhada no meu site. Nele vocês poderão ouvir as músicas de meus CDs, ver fotos, matérias e notícias. Divirtam-se!
www.luizpi.com.br www.luizpi.com.br
domingo, 21 de setembro de 2014
Eis a noite
Luiz Pinheiro
imagem:reprodução
imagem:reprodução
Eis a noite
Com seus anjos, banjos, arcanjos e marmanjos
Bares, becos, bagos, Bacos e tabacos
Ovelhas negras, guardadores de rebanho
Eis a noite
Com sua lua, lobos, caças e calçadas
Má conselheira, com seus dados e dardos
Magos, guetos, gatos e gatas borralheiras
Eis a noite
Com suas manhas, sanhas e papos de aranha
Luzes, sombras, senhas, sonhos que assanham
Homens e mulheres insones regateiamquinta-feira, 15 de maio de 2014
Lançamento do CD 3.1415...
Luiz Pinheiro lança CD 3,1415... , com participações de Jorge Mautner, Lirinha e Ivam Cabral.
Após três anos do último lançamento (Decompor), Luiz Pinheiro volta à
cena musical com o CD 3,1415..., que traz no nome a referência a seu apelido
nos tempos de colégio, o símbolo matemático da letra grega Pi, aqui
poeticamente expressado em sentimentos que se relacionam com o inexato,
aproximado, infinito, irracional, transcendente.
Partindo de elementos acústicos e eletrônicos, os arranjos de Valter
Gomes e Luiz para o novo disco conferem às composições uma harmonia
contemporânea, valorizando o alto teor poético das letras.
" Neste trabalho, além da preocupação com a letra e a melodia,
juntamente com Valter, mergulhei mais nos arranjos, procurando novas
sonoridades, a partir de inserções eletrônicas e introdução de novas técnicas
para execução dos instrumentos. Embora haja uma variedade de ritmos, como
dance, maracatu, baião, samba e rock, a poesia, os elementos eletrônicos e a
guitarra do Valter Gomes, diretor musical, conferem unidade ao CD."
Em 3,1415... Luiz trafega com versatilidade e fluência por temas
amorosos, filosóficos e sociais, que se juntam ao caldeirão de ritmos
musicais, escolhidos e incorporados de maneira a tornar o disco uma obra
envolvente, nova, rica e que rompe com padrões estéticos e foge dos clichês.
As canções
Na canção “Nômades Urbanos”, o compositor retrata um tipo de morador de
rua que não se adapta a nenhuma instituição e que não se estabelece em nenhum
lugar, ao contrário de outros nômades, que vivem em determinados pontos e
depois migram. Denominados “trecheiros”, sua moradia é entre os lugares, como
diz a letra:
"Sou um nômade urbano/nesta cidade insensata/de manhã estou na
Penha/ à tarde estou na Lapa/Sou visto na Paulista/ na Gurgel ou na São João/
sob o sol a céu aberto/ ou à sombra do minhocão."
Esses moradores fazem do espaço público o privado e têm verdadeiro
horror aos albergues, com suas regras e tratamento impessoal:
"Nunca faço diferença entre o público e o privado. /Você coloca
limites, eu rompo o alambrado."
Luiz lança mão da palavra inclusão e a questiona:
" Não tente me enquadrar/num projeto de inclusão/ saiba que me
excluir/ é minha revolução..."
Jorge Mautner participa dessa faixa, tocando violino e declamando.
Quando ouviu a música, disse:
" Sua canção, tanto na letra quanto na melodia e na sua
interpretação retratam com força e novidade toda uma saga e denúncia social.
Gostei muito".
No funk "O Artista", Luiz rompe com o clichê de que funk é
música ruim. Ele diz que o problema não é o ritmo, mas o que se faz com ele:
"Pode-se fazer um trabalho de qualidade utilizando qualquer um deles."
Nesta faixa, conta com a participação de Ivam Cabral, do grupo Satyros.
"Achei que era a pessoa certa para participar dessa canção, pois
Ivam é o multi-artista, que também rompe com os padrões. A letra foi dedicada a
ele:
"O artista/ não despista/ não se acovarda/nem se acanalha./mete a
cara/expõe a tara/mata a cobra/ e mostra a vara."
Em “Traficante”, o compositor resgata expressões que se usa no universo
das drogas, para falar da arte, como que a propor uma alternativa para as
vítimas do vício. Diz a letra:
"Nunca é cedo/nunca é tarde/é excitante e não tem fim/sou traficante da
minha arte/quero você viciado em mim."
Com uma pegada mais pop e que a torna mais audível por parte do grande
público, a canção de trabalho de 3,1415...é a música "Brejo". A
desilusão de um amor corrói o coração do personagem principal, mas este, ao
invés de apenas se lamentar, trata-a com certa dose de humor, principalmente
com o uso de expressões populares como "chutei o balde" e "sou
touro triste vendo a vaca ir pro Brejo".
Ficha técnica
Além de Jorge Mautner, o novo disco conta também com a participação de
Vanessa Bumagny e Nô Stopa, na faixa "Bois do Recife", em que Lirinha
declama um poema de sua autoria. Pinheiro é acompanhado pela banda Nômades
Urbanos, composta por Valter Gomes ( violão e guitarra), Sandro Prêmmero (
viola ) e Luciano Nogara ( bateria e programação eletrônica)
Histórico da carreira
Com este novo trabalho, Luiz Pinheiro chega à terceira obra de sua
carreira. Compositor, poeta e psicanalista, nascido em Juiz de Fora, Minas
Gerais, e vivendo a maior parte de sua vida em São Paulo, cidade que adotou, o
músico lançou em 2005 o disco "Cássia Secreta", onde interpreta
músicas de sua autoria e de Hermelino Neder, cantadas pela saudosa Cássia
Eller, muitas delas totalmente desconhecidas do grande público, e em 2011, o
seu primeiro trabalho solo chamado "Decompor". Uma de suas canções
eternizadas na voz de Cássia é a música "O Marginal" , que deu nome
ao segundo CD da cantora.
Luiz também foi gravado por Vânia Bastos, no seu primeiro LP, e por Arrigo
Barnabé, tendo sua canção dado nome ao CD do cantor: "Façanhas".
Em 2014, sua canção "Segundo Sexo", em parceria com Vanessa
Bumagny, dá nome ao terceiro album da cantora, com participação de Zeca
Baleiro.
Amigo de alguns integrantes da turma de compositores da Vanguarda
Paulista, Luiz acompanhou do camarote e do palco do teatro Lira Paulistana, a
inquietude de um grupo de jovens universitários. Preferiu seguir um caminho de
criação independente e propôs a si o desafio de um aprimoramento constante pela
busca de uma composição que rompa a “possível linha que separa letra de
poesia”. Em muitas de suas canções, as letras sobrevivem sem a melodia, como
poemas a serem lidos. Por isso ele denomina seu trabalho como MPB (Música
Poética Brasileira).
EMFOCO
assessoria em
comunicação
EMFOCO
assessoria em
comunicação
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Vanessa Bumagny - O Segundo Sexo
Luiz Pinheiro
Confesso que sou chato.
Gosto de muito pouca coisa. E dentre essas poucas se destacam as composições de
uma cantora pela qual tenho a maior admiração, respeito e carinho: Vanessa
Bumagny.
A primeira vez que a ouvi, foi cantando uma canção minha em parceria com Hermelino Neder, enviada por ela da Espanha, em uma gravação caseira. Apaixonei-me na hora. A partir daí passei a acompanhar sua carreira de perto, a ouvir seus discos, a assistir seus shows e ter o privilégio de sua amizade e parceria.
Sua poesia vem das entranhas, mas sem a brutalidade visceral. É uma cirurgiã plástica, embelezando as rugas e sulcos, que foram talhados na dor da natureza humana. Vanessa toca-nos pele a pele, acaricia-nos, e quando a gente menos espera, ri de si e de nós, com seu humor doce.
Sempre encontramos em suas letras interessantes achados poéticos. Ainda não recebeu o reconhecimento que merece. Ou é cegueira ou preguiça dos críticos atuais. Quanto às rádios, nem se fala. Preferem o raso. Vanessa não fica na superfície. Vai mais fundo. Ela mesma diz na faixa “Saudades do futuro”: “...Me desculpe se eu toco nesse ponto, que costuma ser frágil e dolorido, mas se você foge nunca saberemos o que teria sido...”
É uma leitora compulsiva e mergulha de cabeça nos livros que escolhe. Durante certo tempo, brindou-me com passagens de "O Segundo Sexo", da Simone de Beauvoir, empolgada que estava com a autora. Também me presenteou com dois livros de Proust, que estão na minha cabeceira aguardando um momento de maior coragem para enfrentá-los. Não por falta de seu estímulo.
Certo dia, ela chega com uma letra, pedindo para eu musicar. Quer que seja uma música pra cima. Sua poesia sempre me inspira e logo a melodia surge, como se a letra já a contivesse. A canção, inspirada no tal livro da Simone, acabou dando nome ao seu terceiro CD: “O Segundo Sexo”.
É um CD para se ouvir lendo as letras, como nos velhos tempos. Depois, é deixar rolar, o som entrar pelos ouvidos, as imagens pela retina e a luz dessa cantora pela janela, como ela diz na canção “O que for melhor”.
“O que for melhor, e tiver amor, tem que acontecer, sempre que puder”.
E essa é a vez de Vanessa acontecer. “Fique mais um pouco, chegue bem mais perto” e se delicie. Todos os sexos.
Serviço: CD “O Segundo Sexo” - Vanessa Bumagny – Selo Fidellio
À venda virtualmente no iTunes Amazon
Deezer.
https://www.youtube.com/watch?v=NrGfjepvvHw
https://www.youtube.com/watch?v=NrGfjepvvHw
sexta-feira, 28 de março de 2014
Aperitivo do CD "3,1415..."
Luiz Pinheiro
"Brejo" é a canção do meu novo CD "3,1415..." que escolhi para apresentar a vocês aqui no meu blog.
Fala de uma pessoa desiludida, mas que trata a desilusão com certo humor. Seu coração está em um frigobar, mas seu corpo está fervendo na pista.
Embora no meio de muita gente, ainda não quer encontrar ninguém. Será?
Abrir o CD com uma música que diz "estou na pista" também é uma maneira de anunciar que estou chegando com um trabalho novo.
Se joguem, divirtam-se e comentem.
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| imagem: reprodução |
"Brejo" é a canção do meu novo CD "3,1415..." que escolhi para apresentar a vocês aqui no meu blog.
Fala de uma pessoa desiludida, mas que trata a desilusão com certo humor. Seu coração está em um frigobar, mas seu corpo está fervendo na pista.
Embora no meio de muita gente, ainda não quer encontrar ninguém. Será?
Abrir o CD com uma música que diz "estou na pista" também é uma maneira de anunciar que estou chegando com um trabalho novo.
Se joguem, divirtam-se e comentem.
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
3.1415...Poema, forma e conteúdo
Luiz Pinheiro
Se me perguntarem o que prefiro: um poema sem
conteúdo, mas com forma, ou um poema com conteúdo, mas sem forma, opto pelo
primeiro, visto que não considero o segundo um poema.
Poema é essencialmente forma. Diz respeito ao som das
palavras, sua disposição, aquilo que apenas pode ser dito da maneira como é
escrito. Todo o resto são versos aleatórios ou meros pensamentos. Claro que se
um poema consegue reunir bom conteúdo e boa forma, então é perfeito.
Gosto de uma de minhas músicas, feita em parceria com
a Leila Romero, chamada “Barra Macaco”. Ela é pura forma e é gostoso ouvi-la.
Embora exista quem encontre algum conteúdo ali, isso é por conta da
subjetividade do ouvinte. É interessante que possamos gostar de uma canção em
que a letra não diga nada. Acho isso muito natural, pois, muitas pessoas que não
sabem falar Inglês, adoram canções cantadas nessa língua. O que importa, no
caso, é a sonoridade da melodia e da letra. Se é para abolir conteúdo, que se faça
com estilo, elegantemente.
Acho bacana temas sociais em canções, mas não gosto
muito quando são contadas historinhas como se as letras fossem prosa. E quando
são em forma de versos, que sejam ditos com inspiração e estrutura poética, não
apenas como mensagens educativas ou políticas de estética duvidosa.
Arte pela arte em primeiro lugar. Mesmo se num “interjogo”
com temas sociais.
Este novo CD “3,1415...” é diferente do primeiro,
chamado “Decompor”, já que aborda mais temas sociais. Faz referência a tráfico,
ao uso de burcas, a moradores de rua, a ambientalismo, fundamentalismo,
moralismo e, lógico, amor e desamor. Mas, ao falar desses assuntos o faço com uma perspectiva
muito própria, filosófica, longe dos jargões atuais, os quais abomino. Procuro
uma visão que perpasse tais temas de forma “oblíqua”. Aliás, esta palavra daria
um lindo nome de canção. Ou até subtítulo para o disco, pois também se refere a
um termo da área da Matemática, a Geometria.
Quando estudante, eu era muito bom em Matemática. Quem
me apelidou Pi foi uma professora da área. Hoje não tenho quase nenhum
interesse em Exatas. Da Matemática fui para a área de Biológicas cursar
Medicina e, logo após, também cursei Psicanálise, já bem distante das duas.
Atualmente, me interesso mais por Humanas, incluindo o fazer artístico.
Sendo assim, gosto dos adjetivos usados na definição
do símbolo matemático de letra grega Pi (3,1415...), porque têm relação direta
com traços humanos: “inexato, aproximado, infinito, irracional, transcendente”.
Ao musicar esse tema, consegui unir meus primeiros interesses de vida aos
atuais. Acho esse novo disco mais autoral que os anteriores. Não que aqueles
não o fossem, porém, neste trabalho, imprimo minhas digitais de modo mais nítido.
A realização de “3,1415...” conta com a direção de Valter
Gomes, que também é o meu psicanalista musical, pois consegue interpretar
minhas intenções e torná-las realidades sonoras. Fazemos todos os arranjos
juntos, ponderando cada nota empregada e que tipos de instrumentos iremos usar.
É um processo experimental no qual harmonizamos elementos acústicos e
eletrônicos de forma contemporânea.
Uma das novidades deste CD é minha voz soar mais
rasgada em certas canções. A outra é Valter levar o som de sua guitarra por
técnicas e caminhos inéditos. Por estas e outras, considero-me um privilegiado
por contar com sua amizade e parceria. Ele é de um talento enorme e de
humildade ímpar.
domingo, 2 de fevereiro de 2014
Nômade Urbano por Emerson Lopes
Amigos, segue texto do jornalista Emerson Lopes, em que comenta a minha canção "Nômade Urbano", incluída no meu novo CD, com participação de Jorge Mautner. A foto é minha. O modelo é o Alegria.
São Paulo. 2014.
Um verão de dias com mais de 30 graus traz cores quentes à cidade que dizem ser
cinza. Esqueçam. Cores no céu, cores nos carros, muros pichados ou grafitados.
Cores nas roupas da multidão, que anda pra lá e pra cá, a 24 por 7.Pura
poluição visual.
Mas uma poluição
visual que gera arte. Arte na qual até a fuligem altera os tons da luz da
cidade-tela, às vezes sem ar respirável. Ar-te.
Multidão.
Multidões. Gente, gente, gente, Entre eles,moradores de rua que pedem a Mil que
não lhes dão um tostão. "Tudo bem, amanhã, aqui vocês ainda me
encontrarão. Minha cantiga, quase repente, não desaparece de repente".
São sons e mais
sons, Todos os gêneros são ouvidos ao mesmo tempo nos cruzamentos paulistanos.
Soul, samba, funk, rap, rock, forró, sertanejo, pop, passos apressados da moça
de tailleur, buzinas, freadas bruscas, altos e baixos falantes nos seus
celulares.Tudo ao mesmo tempo.
Crossing-over
sonoro que vai além do que Caetano e tantos outros perceberam nas esquinas da
megacidade, outrora batizada "Sampa". Pois este liquidificador de não
sei quantos mil decibéis foi atualizado na letra e na música de Luiz Pinheiro.
Presente no novo
CD "3.1415...", a canção "Nômade Urbano", do compositor e
poeta Luiz Pinheiro, transforma a disfunção sonora que é a trilha do povo de
SP, atualizando Sampa como um novo organismo vivo.
A cidade vista
pelos olhos de um morador de rua é poesia que destrói as convenções-limite de
zonas norte, sul,leste, oeste. Tudo é central na São Paulo desse início de
milênio. Mega corpo de células urbanas, nômades e sem nomes.
Emerson Lopes da
Silva
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